App de jogo de memória melhora função cognitiva em pacientes com deficit cognitivo amnéstico.

App de jogo de memória melhora função cognitiva em pacientes com deficit cognitivo amnéstico.

Neuroliga No Comment
NeuroNews

“Game Show”, jogo para treinar o cérebro desenvolvido por neurocientistas britânicos.

Um jogo desenvolvido por neurocientistas da Universidade de Cambridge para treinamento do cérebro tem se mostrado eficaz para melhorar a memória de pacientes nos primeiros estágios de demência e poderia ajudar a evitar alguns sintomas de perda cognitiva. Os pacientes jogaram o “Game Show” por um mês, em 8 sessões diárias de uma hora.

Veja o artigo na integra.

Os pesquisadores constataram os pacientes com comprometimento cognitivo leve amnéstico (aMCI) que usavam o jogo melhoraram cerca de 40% a pontuação de memória e motivação e cometeram erros três vezes menos, quando comparado ao grupo controle. Além disso, observaram também que o grupo que jogou também foi capaz de reter informações visuais mais complexas.
“Os pacientes acharam o jogo interessante e atrativo e se sentiram motivados a continuar jogando durante 8 horas. Esperamos estender estes resultados em estudos futuros sobre o envelhecimento saudável e doença de Alzheimer leve”, disse George Savulich, que liderou o estudo na Universidade de Cambridge.
Segundo a OMS, a demência é uma condição que afeta 47.5 milhões de pessoas no mundo (2015), com uma incidência de 7.7 milhões/ano. O comprometimento cognitivo leve amnéstico (aMCI ou CCL amnéstico) é uma estagio de transição entre o envelhecimento saudável e a demência e é caracterizado por deficits de memória de curto prazo ao longo do dia e problemas motivacionais. Atualmente não existe medicamento eficaz para as disfunções cognitivas nesses pacientes.
Especialistas independentes disseram que as conclusões do estudo são encorajadoras, mas que o aplicativo precisa ser testado em outras formas de treinamento do cérebro em testes clínicos envolvendo mais pessoas.
“Apesar de que este tipo de treinamento do cérebro não será capaz de impedir em última análise ou curar doenças de memória como a demência, (é) um caminho promissor para melhorar sintomas iniciais da doença da memória”, disse Tara Spiers-Jones, da Universidade de Edimburgo.

Fonte: G1 | ScienceDaily

Leave a Reply